segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A febre e o declínio das compras coletivas

Facilidades de comprar online incentivam o consumo e a proliferação de sites do seguimento
Por Aline Peralta
O modelo de site de compras coletivas que conhecemos hoje foi criado em 2008 – pelo Groupon em Chicago – e desde então virou febre nos quatro cantos do mundo alavancando a economia e facilitando a vida de muitas pessoas que preferem fazer compras pela internet. Por aqui foi só uma questão de tempo para que dezenas de empresas também se lançassem nesse novo e promissor mercado.

O pioneiro Groupon logo desembarcou no Brasil, como o nome de Clube Urbano – que logo seria rebatizado como Groupon – e outros como ClickOn e Citybest que também surgiram na mesma época. Em novembro do mesmo ano, foram registrados mais de 246 sites de compras coletivas, um número elevado pelo período de tempo.

Surgiram diversos sites pequenos, que se manteriam por um tempo, mas devido a concorrência com outros sites maiores acabaram falindo, uns fecharam suas portas e outros fizeram fusões com sites maiores.




Essas facilidades incentivaram o consumo, algumas pessoas impulsionadas pelos grandes descontos – que podem chegar até 90% - adquirem os produtos e serviços sem sequer analisar sua real necessidade afim de não deixar passar aquele oportunidade. Essa compulsão pode gerar grandes frustrações na hora de usufruir dos serviços contratados, principalmente quando o consumidor não presta atenção no regulamento ou nos termos de uso do cupom ou ainda quando o estabelecimento não supera as expectativas.
Depois da febre dos sites de compras coletivas, alguns sites tiveram que fechar suas portas, para ilustrar melhor essa situação, conversamos com publicitário Fábio Cordeiro, 29 anos, sócio do extinto site de compras coletivas Desconto & Diversão:



Internétic@: Como surgiu a ideia de criar o Desconto & Diversão?
Fábio Cordeiro: !D iniciou como uma brincadeira. Juntamos alguns amigos e acreditamos no potencial do mercado brasileiro. Analisamos a nova tendência em compras coletivas que já fazia sucesso em todo o mercado maericano e agora estava se tornando tendência também no Brasil. 
Impulsionados pelo desejo de inovar e acreditando fortemente nesta nova “onda”, demos início ao !D, projeto o qual começou todos os quatro elementos em casa. Neste momento trabalhávamos em diferentes empresas em tempo integral tendo apenas as madrugadas para desenvolver nosso projeto paralelo.
Criamos a identidade visual, a programação, as validações de segurança, projetos de marketing on-line e demos inicio ao projeto em Outubro. 
Para nós era um novo mundo, pois nenhum de nós vinha de áreas especificas de e-commerce.

@: E como foi o desempenho inicial e a aceitação do site?


FB: Tivemos um lançamento do site com promoções que no início eram estabelecimentos de amigos que nos ajudavam, sem muito acreditar no negócio. Após 15 dias “rodando” o site sem grandes promoções ou ações de marketing, começamos a obter inúmeras visitas e algumas vendas significativas; era o efeito do boca-a-boca acontecendo. 
Tivemos um crescimento expressivo em vendas e em dezembro decidimos realmente injetar capital na empresa. Não era mais brincadeira! Era a hora de apostar todas as fichas. Foi então em janeiro que realmente tínhamos uma empresa. 
Infra-estrutura, capital de giro, funcionários contratados, estávamos prontos para disputar um lugar em um mercado tão voraz, onde se ganha alto e perde-se rápido. As promoções agora tinham volume, estávamos vendendo bem, possuíamos equipe comercial e faturávamos o suficiente para pagar as contas da empresa. Mas o mercado começara a se demonstrar saturado, devido a “onda” e grandes faturamentos, diversas empresas foram constituídas ao longo de apenas 2 meses. Competíamos com mais de 60 sites comparados aos 10 do ano em 2010.

@ Por que site acabou? Quais fatores contribuíram para isso? 
FB: A matemática já não era a mesma, a aceitação dos clientes também não, encontrávamos perdidos. Nosso capital já não era suficiente, havíamos investido 50 mil reais para iniciar a empresa enquanto outros concorrentes haviam injetado mais de 1 milhão e reais. A partir de fevereiro de 2011 estávamos no vermelho, investindo mais do que conseguíamos arrecadar, tentamos diversas fórmulas para retomar a operação e conseguir um aumento no faturamento expressivo mas sem sucesso até abril. Foram 3 meses de brigas, de diferentes ponto de vista e o pior, os sócios já queriam abandonar o barco. 
Foi final de abril que as coisas começaram a mudar, parecia que havíamos encontrado a fórmula. Estávamos nos recuperando de mais de 30 mil reais de prejuízo, as vendas estavam melhorando e nosso faturamento aumentando dia-a-dia. Mas os ânimos não estavam bons, as diversas brigas já havia desgastado a equipe e 2 dos 4 sócios queriam sair do negócio. 
Em junho as coisas já estavam estabilizadas, as contas fechavam mas os sócios não se davam mais. Estavam magoados. Em uma reunião foi decidido o fechamento da empresa neste mesmo mês.
@Em sua opinião, qual o destino dos sites de compras coletivas no Brasil?
O modelo de compras coletivas veio para ficar, mas talvez não neste modelo que encontramos hoje, é o mercado vai ditar quem sai e quem fica. Empresas compromissadas com o bom atendimento e inovação continuarão a faturar alto enquanto aquelas que não cuidam de seus clientes e não inovam vão acabar. 
O mercado de compras on-line ainda vai crescer muito, estamos engatinhando em compras online em relação aos Estados Unidos ou Europa. 
Hoje menos de 20% da sociedade utiliza o computador para comprar, ou seja, o crescimento é inevitável, temos 80% de boas oportunidades ainda a ser explorada.

domingo, 20 de novembro de 2011

Utilização dos cartões de crédito

Como prevenir que esse bem se torne um mal
Por Fabi Galhardo

Os cartões bancários, em especial o de crédito vem sendo uma opção rápida e eficiente para realizar uma compra quando não se possui dinheiro em mãos.

Porém, até que ponto o cartão pode ser um benefício? A Internética foi até as ruas para saber qual a opinião das pessoas, “Eu utilizo para comprar produtos do exterior, via internet, por ser mais barato e mais fácil do que se eu fosse até uma loja física que possuísse o produto. Mas, fora isso, prefiro pagar no débito, ou a dinheiro”. Declarou o estudante Caio Eduardo Gerardo.

O auxiliar administrativo  Gabriel Ponce, diz, “Nunca tive problemas com o cartão de crédito e uso para tudo. Sempre acompanho, via banco on line, o quanto estou gastando para ter um controle dos meus gastos”.

Em alguns casos a pessoa consegue administrar o limite de crédito. Mas no caso da estudante Isabela Balbo afirma: “Eu quebrei o meu, pois sempre estourava o limite e o cartão deixou de ser um benefício para me dar sérios problemas.” 
Verônica Eloi Freitas, desempregada atualmente, não utiliza mais cartão há aproximadamente 5 anos, “Para mim são uma forma de gastar além do que você pode. Tem que saber utilizar, eu não sei.”


Algumas empresas como no caso do banco Santander, criaram a conta Santander Universitário, é uma conta voltada para jovens universitários, a conta tem todos os direitos de uma conta comum, entretanto, a função de crédito do cartão tem que ser utilizado uma vez ao mês caso contrário será adicionado a fatura uma taxa de R$ 8, 90 por falta de utilização do crédito.


A estudante de jornalismo Amanda Claudino diz o que acha, “Acredito ser uma injustiça, pois eu sou obrigada a utilizar o meu cartão todo mês na função crédito para não ter que pagar um valor alto. Em minha opinião essa é a forma que o banco encontra de fazer com que o estudante consuma mais do que pode. Por exemplo, todo mês sabendo que eu tenho que gastar para não vir taxa, ás vezes eu acabo comprando algo e parcelando, porém no outro mês tenho que compra de novo. Então, tento ficar sempre atenta para usar da melhor forma possível o cartão.” Amanda Claudino já prestou atendimento para bancos e o irmão dela o Erick Claudino é formado em administração de empresas e dá a dica, “Sempre acompanhar via on line o consumo pelo cartão de crédito, jamais usá- lo de forma desnecessária, se costuma utilizar muito o cartão ter dinheiro na conta para utilizar na função débito, caso já esteja com dívida deixar o cartão em casa.”

Recentemente, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS) acaba de lançar a campanha Você manda no seu bolso, de acordo com a matéria publicada na coluna da Época, no caderno de negócios. A iniciativa de educação financeira pretende conscientizar os clientes dos perigos do mau uso do cartão de crédito. Alertando os novos consumidores das classes C, D e  E, para que eles consumam mas sem o menor interesse em arcar com as taxas de inadimplência muito altas.

No site da campanha www.abecs.org.br/dicas/#/DICAS_CONSUMIDOR/ é possível conseguir informações úteis para todas as faixas de renda. O endereço eletrônico aborda assuntos como o planejamento financeiro, usos possíveis do cartão e pagamento mínimo da fatura.
Em breve, o site também promete trazer um simulador de despesas. O aplicativo tem como objetivo ajudar o consumidor a traçar metas, respeitando os princípios do consumo consciente.

Ou seja, o cartão de crédito é um produto estimula a compra, mas cabe ao consumidor saber qual a melhor forma de utilizar para não se tornar algo prejudicial à economia pessoal.

E você costuma financiar bem os seus gastos no cartão de crédito? Comente!